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Política

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Vereadores aprovam PL que aumenta cargos comissionados em Rio Branco, mesmo com parecer contrário

Vereadores aprovam PL que aumenta cargos comissionados em Rio Branco, mesmo com parecer contrário

PL foi aprovado nesta quinta-feira (20) durante sessão na Câmara de Vereadores. Procuradoria da Câmara chegou a emitir um parecer contrário ao projeto por não especificar a quantidade de cargos

Os vereadores de Rio Branco aprovaram, nesta quinta-feira (20), um projeto de lei da que prevê o aumento de cargos comissionados na gestão municipal. A proposta foi enviada pelo prefeito Tião Bocalom no último dia 12 sem especificar a quantidade de cargos que serão criados.

A medida altera a Lei Municipal nº 1.959, de 20 de fevereiro de 2013, e as modificações subsequentes, incluindo a Lei Complementar nº 275, de 20 de dezembro de 2023.

“A presente proposta tem como objetivo aprimorar a estrutura organizacional e administrativa, buscando maior produtividade na Administração Pública Municipal pois a adaptabilidade e flexibilidade são essenciais para eficiência na gestão”, diz parte do projeto.

A proposta também não detalha o impacto na folha de pagamento da prefeitura. “Portanto destacamos que conforme Estimativa de Impacto Orçamentário e Financeiro EIOF expedido pela Secretaria Municipal de Finanças não gerará impacto orçamentário-financeiro para o exercício vigente, bem como os exercícios seguintes. Assim não implicando em aumento de despesas, atendo os limites de gastos com pessoal previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, argumenta a gestão municipal.

A falta de informações e esclarecimento, inclusive, foram questionados pela Procuradoria da Câmara, que chegou a emitir um parecer contrário ao projeto. “Para a aprovação da proposta em consonância com a legislação, recomenda-se a modificação do projeto para que a quantidade de cargos em comissão seja especificada e as atribuições dos cargos sejam descritas de forma clara e objetiva”, aconselhou o procurador Renan Braga.

Mesmo assim, sob o argumento de que há jurisprudência do Tribunal de Justiça que sustenta a legalidade, os parlamentares aprovaram o PL por 13 votos. Apenas os vereadores Neném Almeida (MDB), Zé Lopes (Republicanos), André Kamal (PT) e Eber Machado (MDB) votaram contra a proposta.

Quase deu briga

Durante a votação, o clima esquentou entre os vereadores Antônio Morais (PL) e Éber Machado (MDB), que acabaram discutindo e por pouco não se agrediram fisicamente. Os parlamentares precisaram ser contido por colegas.

O vereador Antônio Morais defendia a proposta da prefeitura na tribuna quando houve o bate boca com o vereador Eber Machado começou a interrompê-lo. Morais, então, se irritou e pediu que o colega respeitasse quando ele estivesse falando.

“Quem leu o projeto sabe que não vai onerar nada. Agora assim, se a oposição votasse a favor, a prefeitura teria que estar preocupada porque iriam receber alguns cargos. Quando eu estiver falando, você tem que respeitar porque não está na Assembleia [Legislativa do Acre]. Estou votando tranquilamente”, afirmou.

Os ânimos seguiram alterados quando Eber Machado tentando interromper Morais na tribuna. “Fique caladinho porque está falando muito. Corta o microfone desse rapaz”, pediu Morais.

O presidente da Câmara, Joabe Lira, chegou a pedir para que Eber Machado respeitasse o momento de fala de Antônio Morais. “Ele não gosta de ser contrariado, somos democráticos, quem quiser votar contra, vote. Agora quando estava na Assembleia era um cordeirinho e aqui quer dar um gigante”, atacou Antônio Morais.

Em resposta, Eber Machado começou a falar alto e gesticular bastante. “Você é um vendido! Vendido”, acusou.

O vereador Antônio Morais, então, instigou o colega a ir até ele. “Vem para cima de mim, vem pra cima”, disse.

Eber Machado precisou ser contido pelos colegas para não subir na tribuna. A sessão foi suspensa por alguns instantes para que os ânimos se acalmassem.