Vereador destacou o abandono sofrido pela população da Baixada da Sobral e o descaso dos gestores municipais durante os alagamentos do último final de semana
Durante sessão na Câmara Municipal nesta terça-feira (25), o vereador André Kamai (PT) criticou duramente a gestão do prefeito Sebastião Bocalom pela falta de planejamento e resposta efetiva às vítimas das recentes enxurradas em Rio Branco. Kamai destacou que os alagamentos são recorrentes e que a prefeitura não pode tratar as chuvas como eventos inesperados.
“Enxurrada e chuva forte não são novidade em Rio Branco. O problema é a omissão da Prefeitura, que não se prepara para esse período. Antes, a cidade se organizava para evitar tragédias. Agora, vemos apenas reação tardia e paliativa, quando o estrago já está feito”, afirmou Kamai.
O parlamentar, que esteve presente na região afetada após as primeiras chuvas, acompanhou de perto o protesto realizado no último sábado (22) na Avenida Sobral, onde moradores dos bairros Plácido de Castro, João Paulo e regiões próximas reivindicaram soluções para os frequentes alagamentos. Na ocasião também estavam presentes os vereadores Eber Machado (MDB) e Joabe Lira (União Brasil), além do coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.
Kamai denunciou ainda a ausência do prefeito no momento crítico da crise. “O prefeito estava na sua fazenda e só voltou quando a situação já era insustentável. E, ao invés de assumir sua responsabilidade, culpou a população pelos alagamentos. Não é o povo que deve ser responsabilizado, mas sim a falta de planejamento da gestão municipal”, declarou.
O vereador também lamentou o abandono da Baixada de Rio Branco, região historicamente afetada pelas enchentes. “Os moradores sofrem e escutam promessas vazias. A cidade precisa de uma operação de inverno preventiva, e não apenas respostas emergenciais quando o problema já aconteceu.”
Para Kamai, é urgente que a prefeitura implemente um plano estruturado de drenagem e limpeza urbana para evitar novos desastres. “Enquanto a prefeitura seguir apenas distribuindo kits de limpeza e culpando o povo, as tragédias continuarão se repetindo. A população quer prevenção, não remediação”, concluiu.