Alexsander Pereira de Souza e Alisson Batista Alves, envolvido no assassinato de João Luiz Cunha, foram condenados por homicídio qualificado. Crime ocorreu em agosto de 2020
Cinco anos após João Luiz de Aguiar Cunha, de 18 anos, ser morto em agosto de 2020, Alexsander Pereira de Souza e Alisson Batista Alves, acusados pelo crime, foram condenados a mais de 50 anos de prisão por homicídio qualificado em penas somadas.
Alexsander foi condenado a 30 anos de reclusão, enquanto Alisson pegou 21 anos.
A decisão é da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco e cabe recurso. O crime ocorreu no bairro Recanto dos Buritis, Segundo Distrito da capital.
Segundo a Justiça, a motivação do crime está ligada à guerra entre facções criminosas por conta do domínio territorial entre os bairros de Rio Branco.
Os acusados aguardavam o julgamento em liberdade. Após a sentença, o juiz Fábio Alexandre Costa de Farias determinou a prisão dos acusados.
O juiz destacou que a vítima foi assassinada com mais de 30 tiros, o que demonstra uma crueldade que extrapola os crimes de homicídios.
"O delito foi cometido durante o repouso noturno, mediante arrombamento da janela da residência, com a vítima desarmada e surpreendida em seu quarto quando se preparava para dormir", frisou.
Alexsander, segundo a Justiça, tem amplo histórico penal. Já Alisson não tinha antecedentes criminais.
O crime ocorreu por volta das 22h50 de 2 de agosto de 2020, quando a dupla, em uma motocicleta, entrou na casa e executou o rapaz. A vítima, que à época tinha 18 anos, estava em casa se preparando para dormir. Ele foi surpreendido dentro do quarto.