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The end

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A Prefeitura de Rio Branco anunciou na tarde de ontam, quarta-feira, 2, o cancelamento do programa “Asfalto a Rio Branco”. Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a decisão não significa o fim das obras de pavimentação, mas sim uma reestruturação da iniciativa, que será substituída por um novo programa a ser licitado nos próximos meses.

Nova roupagem

Ferreira explicou o saldo remanescente dos recursos alocados para o programa, cerca de R$ 40 milhões dos R$ 190 milhões originalmente destinados ao projeto – a sua maior parte tomada como empréstimo no Banco do Brasil -, será utilizado para dar continuidade aos serviços de asfaltamento na Capital. No dizer do secretário, o planejamento e a nova licitação ocorrerão durante o período do inverno amazônico, para que as obras possam ser retomadas no verão.

Repaginação

“O programa foi um sucesso, atendemos tudo, mas houve alguns problemas que serão corrigidos com um novo projeto. Vamos pegar o saldo remanescente e abrir uma nova licitação para continuar os trabalhos. A ideia é manter basicamente a mesma atuação, apenas sob um novo nome. Não há problemas com prestação de contas ou irregularidades, apenas uma readequação para garantir a continuidade das obras”, declarou o secretário Cid.

Braço auxiliar

Inobstante ao encerramento do programa de asfaltamento de ruas, Cid destacou que a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) seguirá auxiliando nos serviços de infraestrutura da cidade. “Esse é um ano difícil, com poucos recursos, mas queremos garantir que os trabalhos continuem e que as demandas da população sejam atendidas”, afirmou.

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Sr. Confusão

O mundo parou para assistir ao discurso de quase uma hora no qual Donald Trump disparou tarifas de ao menos 10% para produtos de 185 países importados pelos americanos. Um grupo de 60 nações, sobretudo da Ásia e Europa, terá taxas ainda mais altas, enquanto o Brasil ficou entre os países — como Argentina e Reino Unido — que terão seus produtos taxados no percentual de 10%, o mais baixo do pacote. (Globo)

Vigência

As novas tarifas entram em vigor nos dias 5 e 9 de abril. Trump repetiu várias vezes a expressão “Dia da Libertação”. Mais cedo, confirmou que vai impor 25% de tarifas a todos os automóveis fabricados fora de seu país. Os veículos ficam fora das “tarifas recíprocas”, assim como aço e alumínio, que igualmente já haviam sido taxados em 25%. (Globo)

Carga

O maior peso recaiu sobre os asiáticos. Economias como Vietnã, Camboja e Taiwan terão seus itens taxados em mais de 30%. A mais prejudicada é a China, que já havia sido sobretaxada em 20% e terá uma tarifa total de 54%. Os países da União Europeia serão cobrados em 20%. Não houve mudança em relação aos vizinhos Canadá e México (25%). Produtos farmacêuticos ficarão, por enquanto, isentos — uma vitória dessa indústria, que vinha fazendo lobby em Washington. (Globo)

Teoria

“Por décadas, nosso país foi roubado, pilhado, estuprado e saqueado por nações próximas e distantes, por aliados e inimigos”, disse o presidente republicano. “Estamos sendo gentilmente recíprocos, não totalmente recíprocos”, ironizou, afirmando que as tarifas anunciadas ainda são menores do que as cobradas por esses países. Trump disse que suas medidas gerarão “US$ 6 trilhões em investimentos” — uma afirmação contestada por especialistas, para os quais as tarifas são, na verdade, pagas por empresas e consumidores americanos. (AP)

Ameaça

Com um certo tom de bullying, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, aconselhou aos parceiros comerciais que não tomem medidas de retaliação. “Eu não tentaria retaliar”, disse Bessent à Bloomberg. “Desde que não haja retaliação, esse é o limite máximo da cobrança.” O chefe do Tesouro indicou que o governo “deixaria as coisas se acalmarem por um tempo” e que ainda pode haver negociação. “Esperem e vejam.” (Bloomberg)

Olho por olho

A China não parece disposta a esperar. Analistas disseram que Pequim provavelmente irá retaliar com tarifas sobre exportações politicamente sensíveis para os Estados Unidos, como produtos agrícolas. O governo de Xi Jinping prometeu reagir à “intimidação típica” de Trump com “contramedidas firmes”, porém não especificadas. (Washington Post)

Cenário

Em comunicado, o Itamaraty lamentou a decisão e rejeitou o argumento de “reciprocidade comercial” usado por Trump. “O superávit [dos EUA] chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo”, diz o texto. “Ao longo dos últimos 15 anos, os EUA acumularam superávit de US$ 410 bilhões no comércio com o Brasil.” O governo Lula não descarta medidas legais e comerciais, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio. (g1)

Repercussão

Nos EUA, a reação foi em grande parte negativa, com a expressão Make America Great Depression Again (Ponha a América na Grande Depressão de Novo) ganhando as redes. “Isso é catastrófico para as famílias americanas”, disse Matt Priest, presidente e executivo-chefe da Associação de Distribuidores e Varejistas de Calçados da América. Segundo o New York Times, os países atingidos pelas medidas de Trump podem contra-atacar no setor de serviços.

Confronto

Analistas americanos afirmam que as tarifas ameaçam escalar a guerra comercial dos Estados Unidos com o mundo, desencadear uma recessão e corroer ainda mais a confiança cada vez menor do país na condução da economia por Trump. Pesquisas confirmam que a maioria dos americanos desaprova as taxas e está preocupada que elas possam levar a preços mais altos em todos os setores. (New York Times e Newsweek)

Ousadia

“Poucos imaginavam que ele iria tão longe”, analisa o renomado jornal Economist. “Em uma mudança impressionante na estratégia econômica dos Estados Unidos, Trump aumentou as tarifas em todos os níveis. No espaço de dez semanas, ele ergueu um muro de proteção ao redor da economia americana semelhante ao do final dos anos 1800”. (Economist)

Miragem

De acordo com James Surowiecki, editor da Yale Review e que colabora com as revistas The New Yorker e The Atlantic, o tarifaço de Trump se baseia em “números inventados” de taxas supostamente cobradas pelos parceiros comerciais. Segundo ele, a origem das “tarifas falsas” está no fato de que o governo Trump, ao contrário do que alega, não calculou as taxas somadas às barreiras não-tarifárias. “Em vez disso, eles apenas pegaram nosso déficit comercial com aquele país e dividiram pelas exportações do país para nós”. Entenda na thread postada por ele. (Meio)

Alívio

No caso do Brasil, o Jornalista e comentarista de economia Celso Ming é taxativo: “A primeira sensação é de alívio. Quem esperava uma paulada apocalíptica sobre o Brasil viu que os alvos mais importantes são China, União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e o Vietnã. Do ponto de vista da economia global, além de mais inflação, o tarifaço é uma bomba atômica sobre pelo menos 100 países. O anúncio das medidas é apenas o começo de um período de insegurança e de imprevisibilidade”. (Estadão)

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Nervos à flor da pele

O clima ficou tenso no Palácio do Planalto com a divulgação nesta quarta-feira da nova pesquisa Genial/Quaest (íntegra), conta Igor Gadelha. Além de mostrar que a desaprovação do governo Lula saltou de 49% para 56%, o levantamento mostrou que, na faixa entre 16 e 34 anos, a reprovação subiu 12 pontos entre janeiro e março, chegando a 64%. A avaliação interna é de que o governo precisa fazer “mudanças bruscas”. “Não dá para perder a juventude”, avaliou à coluna um influente ministro, pedindo reserva. (Metrópoles)

Retrato

Na citada pesquisa o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece percentualmente à frente de Jair Bolsonaro (PL) e de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em pesquisa eleitoral para o pleito presidencial de 2026. Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o presidente ficaria em primeiro lugar, com 44% da preferência dos entrevistados. Bolsonaro teria 40%, resultado que deixa os dois empatados dentro do limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Adendo

O percentual de votos indecisos é de 3%, e branco/nulo/não vai votar somam 13%. Bolsonaro está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-presidente foi condenado por abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação devido a uma agenda de julho de 2022 em que reuniu embaixadores estrangeiros para questionar o sistema eleitoral brasileiro.

Novos quadros

Quando o confronto é entre Lula e o governador de São Paulo, a diferença aumenta. O atual presidente teria 44% das intenções, e Tarcísio 37%. O percentual de votos indecisos é de 4% e branco/nulo/não vai votar somam 16%. O nome de Lula também foi testado contra Michele Bolsonaro (PL), Ratinho Júnior (PSD), Pablo Marçal (PRTB), Eduardo Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União). O presidente venceria todos eles, conforme o levantamento Genial/Quaest.

Dados técnicos

O levantamento da Quaest foi realizado de 27 a 31 de março e ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A entrevista foi realizada face a face, com a aplicação de questionários “estruturados”.